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No domingo dia 13/04/2008, John A. Wheeler, o ultimo titã da Física faleceu. Este grande cientista, discípulo de Niels Bohr (outro Titã da Física) e mestre de Richard Feynman, “criou” a expressão Big Bang, foi um dos autores da teoria da Fissão Nuclear. Feynman uma vez disse: “Algumas pessoas acham que Wheeler ficou maluco depois de velho, mas ele sempre foi maluco”. Nascido em 9 de Julho de 1911 no Estado da Flórida. Com 21 anos obteve seu PhD em Física na Universidade Johns Hopkins (hoje no Brasil, com 21 anos em geral se termina a graduação). No ano seguinte,foi para Copenhague trabalhar com Niels Bohr, um dos pais da mecânica quântica (que eu considero o 2º maior físico do séc. XX, atrás apenas de Einstein, obviamente). A teoria da Fissão Nuclear de Wheeler (desenvolvida juntamente com Bohr) o núcleo atômico, contendo prótons e nêutrons, é como uma gota de líquido. Quando um nêutron emitido de um outro núcleo em desintegração o atinge, essa gota começa a vibrar e se alonga na forma de um amendoim para depois finalmente se partir. Wheeler trabalhou no projeto Manhattan, que desenvolveu as primeiras bombas atômicas (Feynman também trabalhou no projeto e ganhou fama por arrombar cofres contendo os arquivos da bomba atômica). Wheeler também estudou a fundo a teoria da relatividade geral de Einstein, as equações da Relatividade predizem que uma estrela de grande massa ao esgotar seu combustível (hidrogênio) se colapsaria dentro de si mesma e formaria uma região com um campo gravitacional tão poderoso que nem a luz escaparia dele, ele não acreditava que as leis da Física levassem a uma singularidade, ou seja, como a Física levaria a uma violação de si mesma, a essa singularidade em 1967 durante uma palestra Wheeler deu a “criou” a expressão Buraco Negro para nomear essa singularidade, na verdade alguem da plateia sugeriu esse nome. Segundo Wheeler em sua autobiografia: “(O buraco negro) nos ensina que o espaço pode ser amassado como uma folha de papel até um ponto infinitesimal, que o tempo pode ser extinto como uma chama que se apaga e que as leis da física, que nós temos como “sagradas” por serem imutáveis, são tudo menos isso”.